
Emmanuel Macron tem assumido muitos riscos em uma carreira política marcada por inúmeras crises, mas sua decisão de convocar eleições antecipadas pode ser um passo longe demais, manchando seu legado e inaugurando uma era de extremos.
As repercussões de Macron dissolver a Assembleia Nacional após seu partido centrista sofrer uma derrota nas eleições europeias permanecem fortes, com até mesmo figuras próximas ao presidente reconhecendo o desconforto em relação à turbulência política.
"Foi o presidente quem matou a maioria presidencial", disse o ex-primeiro-ministro Edouard Philippe, aliado de Macron. A extrema-direita do partido Reunião Nacional (RN) é apontada como favorita, potencialmente dando ao partido da rival de longa data de Macron, Marine Le Pen, o cargo de primeiro-ministro pela primeira vez em uma tensa "coabitação". A popularidade de Macron despencou a ponto de aliados sugerirem que ele se afaste da campanha, com o primeiro-ministro Gabriel Attal liderando o caminho. Para um dos apoiadores mais leais de Macron, parte do ressentimento vem de sua ascensão inesperada à presidência.
@VOTA2 anos2Y
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